Um mês depois
       Era uma tarde chuvosa de sábado, eu assistia o filme "Titanic". Você deve se perguntar porquê um marmanjo como eu assistiria a esse filme, relembrando que eu estava sozinho. Mais estranho ainda! Estava bastante emocional. "Ugh!", devo dizer? Ah, só porque sou homem não significa que eu devo evitar assistir filmes melodramáticos, não quando estou sozinho. Estava envolvido no momento em que Rose chorava e se despedia de forma tocante de Jack, quando percebeu que ele já havia morrido logo quando avistou um bote. Então o telefone tocou. Xinguei mentalmente por aquele toque ter acabado com o clímax.
- Alô?
- Nick, é a Avril.
- Oi... o que foi?
- Só pra te avisar que a Demi deu os primeiros sinais. Uma lágrima escorreu dos olhos dela quando ouviu a voz da mãe.
       O assunto "Demi" já havia sido deixado um pouco de lado por mim por falta de esperança. As recomendações médicas feitas á dona Dianna eram de que era melhor deixar que sua filha permanecesse naquele hospital e que o transporte dela para qualquer outra cidade, estado ou país naquela situação crítica poderia agravar o estado. Portanto Dianna esteve morando no residencial onde a filha vivia, aqui em Londres. Camilla já havia deixado a cidade e voltado á Madri por causa de sua faculdade. Havia um tempo que eu não via Demi, apenas ligava para a mãe dela para não fazê-la se sentir sozinha. Ela era uma ótima pessoa. Os médicos já não tinham expectativas para Demi, então me afastei para evitar mais sofrimento.
- S-sério? - eu finalmente reagi depois de alguns minutos de tensão.
- Sim!
- Tá... você tá no hospital?
- Hum hum.
- E-eu... vou me vestir e já estou indo até aí. - então desliguei o telefone. Titanic, não foi dessa vez que chorei por sua causa.



       Levei uns quinze minutos pra chegar até o hospital, o trânsito estava um caos! Me dirigi até o local dando passos rápido e segui até o quarto onde Demi estava.
- Oi... posso entrar? - falei com colocando a cabeça para dentro do quarto com a porta entreaberta após ter dado leves batidas. A mãe de Demi deu um sorriso brilhante para mim, assentindo. Ela estava sozinha. Onde estaria Avril?
- Saudade de ver você. Faz um bom tempo que não aparece por aqui. - ela disse com o olhar distante. Apenas sorri fraco.
- Como ela está? - perguntei sobre Demi.
- Ela reagiu. Os médicos não sabem ainda quando ela vai acordar. Mas já foi um ótimo sinal. - Dianna me contou sorridente. Vê-la feliz daquela forma me fazia feliz também. Era tão sincero.
- Você não quer tentar se comunicar com ela? - encarei-na com os olhos arregalados e apontei para mim mesmo com dúvida. Será que eu deveria? Ela assentiu.
       Fui em direção a cama em que Demi estava, a encarei por alguns segundos dando um suspiro profundo antes de tocá-la. Então peguei em sua mão e acariciei. Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha sem soltar sua mão. Ela não correspondeu aos meus atos. Dei um suspiro triste... ou ela estava dormindo ou só não quis reagir.
- Fala com ela... - Dianna me incentivou com um sussurro audível.
- Demi... você pode me ouvir? - perguntei fraco enquanto acariciava sua mão macia e sensível. - É... o Nick.
       Proferi as duas últimas palavras sem força por medo de sua possível reação. Dianna então falou com Demi sem se levantar da cadeira:
- Filha... é a mamãe. Tudo bem?
       Demi não reagiu. Sorri derrotado e soltei sua mão. Então a assisti fazer um movimento quase que imperceptível com a mão que eu segurava. Dei um passo para trás pegando em sua mão novamente, ela apenas moveu fraco o polegar. Dei um meio sorriso e depositei um beijo em sua bochecha, pude sentir sua respiração quente.
       Deixei o quarto me despedindo de Dianna, aquele momento me chocou. Fui pegar um pouco de ar lá fora. Não quis forçar Demi a fazer mais do que podia. Depois daquele tempo todo recebo um sms de Avril se desculpando por não ter avisado que tinha um compromisso.

Duas semanas depois

       Estava descansando no sofá quando recebi a notícia pelo meu irmão de que Demi havia acordado. Meu coração acelerou os batimentos. Eu só acreditaria vendo, mas isso não aconteceria tão cedo. Não queria que ela me visse. Não ainda. Ela tinha muita informação para assimilar depois de passar quase dois meses em coma.
       Andrew havia visitado ela, claro. Nós ainda não estávamos nos falando, não tanto. Só nos momentos necessários, depois da briga que tivemos ele até amenizou seu humor quando se tratava de mim. Ele só agia um pouco indiferente, como se não se importasse, fora isso, o resto era normal.



       Era um fim de tarde de sexta-feira e resolvi ir a uma praça para esfriar cabeça. Já fazia um pouco mais do que uma semana que Demi havia acordado do coma, e eu ainda não tinha a visitado. E pra falar a verdade eu achava melhor assim. Pra nós dois. Eu seguia com os estudos cada vez mais pesados e ela com sua recuperação. Meu irmão a visitava quase sempre, e ele não me falava, eu sabia pelos outros. Mas sempre respeitei essa sua atitude.
       O pôr de sol estava maravilhoso, a temperatura da época era amena e refrescante. Assisti aquela cena bonita respirando o ar fresco, que eu só encontrava ali e na imensa estufa de meu pai. Viajando em pensamentos de repente parei na realidade para observar uma jovem graciosa que vinha na direção em que eu estava. Não era pra falar comigo, óbvio. Ela tinha os cabelos longos e ondulados num tom de mel, usava pouca maquiagem e podia expressar paz em seu olhar. Vestia roupas adequadas para o clima. Ela percebeu que eu observava e olhou para mim... aquela garota era a Demi.

NICK OFF




DEMI ON


       Havia passado tanto tempo que eu não visitava a praça mais refrescante da cidade, então resolvi ir andar um pouco por lá. Eu não lembrava de muita coisa naquele ambiente... segundo os médicos, o coma havia afetado 30% da minha memória. Eu lembrava aos poucos. A única pessoa que não esqueci mesmo foi da minha mãe. De meus irmãos e minha prima Camilla eu lembrava, mas alguns momentos que já passei com eles em minha vida simplismente foram deletados da minha memória. Isso me entristece um pouco.
       Eu lembrava dos meus amigos da faculdade, quero dizer, mais de Katy e Avril, mas quando as vi pela primeira vez depois de acordada era como se elas fossem minhas colegas de primeira semana de aula: sem intimidades e eu agia de forma meia tímida com elas. Com Andrew eu já me senti mais á vontade, mas ainda assim eu o interpretava meio que entrosado comigo, ele tinha intimidade comigo, eu com ele, não tanto.
       Eu estava andando calmamente pela praça quando senti que estava sendo observada. Quando virei meu olhar para a pessoa me deparei com um homem de expressão bastante máscula, cabelos curtos com um leve topete e usava barba. Seus olhos miúdos eram tristes e cansados. Aparentava ter uns 25 anos, e até que ele era bonito. Franzi o cenho. Aquele rosto era familiar... Quem era aquele garoto?




--} Respostas dos comentários no capítulo anterior:

Anônimo: muito bom saber que estou me superando, muito obrigada pelo comentário incentivador! ;)


Cami: ok... agradeço por estar gostando... Rs. Quando as aulas começam fica complicado entrar mesmo: ou estudo ou computador. E não precisa nem ficar em dúvida sobre qual escolher, né... haha, fato. Comente quando puder! Bjs! =)

Ganhei um selinho do blog Histórias.

 
Vou repassar para:
Amizade Colorida
IT'S A NEMI STORY
Jemi One Last Breath
Nemi is Real & Always Jemi
O que surgiu de uma amizade


- Ah... - eu ri nervoso - Nicholas.
       Demos um cumprimento com a mão.
- Umm.. o que você é da Demi? - indagou curioso.
- É... amigo! Somos muito próximos!
       Ele deu uma risada e continuou me encarando de uma forma amedrontadora.
- Amigos? - indagou com ironia erguendo uma sobrancelha. Assenti com a cabeça com certo nervosismo.
- Ah, tô zoando cara! - ele falou dando risada de mim e dando um tapa em minhas costas. Ri nervoso e com certeza ele percebeu.
- Oi... - a mulher loira sorriu para mim, eu idem.
       Ficamos conversando por algum tempo. A irmã de Demi era bastante calada, talvez por ver a irmã caçula naquela situação, mas proferia algumas palavras em alguns momentos. Fui embora uns trinta minutos depois de bater papo com eles que foram bastante legais comigo. O irmão de Demi, Zachary, era bastante sociável, já Dianna - mãe da Demi - era bastante simpática como Demi ás vezes era (maldade da minha parte, eu sei). Como havia dito, fui embora logo.





       Quando cheguei em casa, fui mexer no computador, entrei no Twitter e Facebook e não tinha nada de interessante. Depois estudei um pouco (raro) e quando terminei fui assistir TV, as notícias eram ruins, como sempre. Mudei de canal e no qual sintonizei passava um seriado de comédia que eu não conhecia. Ouvi Andrew chegar em casa, mas pra dizer a verdade eu nem tinha percebido que ele tinha saído... nem me preocupo tanto mais. Como sempre, ele se dirigiu para o quarto dele e se trancou lá, voltei minha atenção á televisão. Mais tarde recebi uma ligação da Katy me convidando para sairmos naquela noite, eu havia pensado no que ela e John haviam me dito e então topei. Ela disse que iriam só os dois e me pediu pra chamar Andrew. Lá vinha encrenca. Falar com meu irmão já tinha se tornado uma prova que eu dificilmente vencia. Pedi pra ela fazer isso por mim mas não tive saída...


- Andrew... - bati na porta do quarto dele - Andrew...
- O que você quer? - perguntou frio. Dei um suspiro profundo.
- É... a Katy me ligou nos chamando pra sair com ela e John essa noite.
- Agradeço o convite, mas não vou poder ir.
       Que novidade! Não falei mais nada, apenas saí de lá. Então pareci perder a sobriedade alguns segundos depois e virei-me voltando para o rumo de seu quarto.
- Andrew! - eu gritei seu nome e batia forte na porta - Andrew, caralho, eu sei que você tá me ouvindo. Abre!
       Uns dois minutos depois assisti a porta ser aberta devagar e fazendo um barulho irritante. Andrew me olhava com o cenho franzido e mordia o lábio inferior, típico de quando ele estava irritado. Ele não falou nada.
- Bem... a Katy me ligou nos cham... - fui interrompido:
- Eu sei disso. Pára de enrolar e fala logo. - falou exaltado.
- Não. Eu não vou parar de - fiz aspas - te irritar. - Me ouça. Katy nos convidou pra sair. Eu pedi pra ela te ligar... porque eu sei que você não negaria o pedido dela nem mesmo com você sabendo que eu iria. Mas ela insistiu pra eu te chamar, e por respeito aos nossos amigos, não aceito que você não vá só porque estamos brigados, sabe-se lá por quais motivos. Então: se arruma, estamos indo agorinha.
       Pelo menos ele me escutou, eu acho. Fui banhar e me arrumar, não vou negar que não sou vaidoso, ás vezes demoro pra me arrumar mais do que mulher! Quando fiquei pronto, fui para a sala esperar meu irmão. Quinze minutos depois. Vinte minutos depois. Caralho, o que Andrew estava fazendo pra demorar tanto?


- Cadê você?! - bati forte na porta. Então ele abriu e vocês não vão acreditar: ele ainda não tinha se arrumado.
- Eu liguei pra Katy falando que não vai dar pra eu ir. - o encarei com uma cara de "seriously man?". Ele estava indiferente á situação. Empurrei a porta do quarto dele e entrei, Andrew só me olhou confuso.
- Eu vou ter que dar uma de mãe que faz pirraça. Putz. Detesto quando me sinto obrigado a fazer esse tipo de coisa! - falei alterado abrindo seu guarda-roupa e escolhendo o que achava que era devido.
       E peraí... as roupas deles eram separadas por cor eu estava pirando? Não, eu não estava, dei uma risada baixa e, as roupas também eram todas dobradas, o que facilitou para mim. Coloquei em sua cama o que eu havia escolhido e sentei na cadeira de seu computador.
- Eu não saio daqui enquanto você não se arrumar. - ele riu de mim e pigarreou.
- Maninho, eu acho que você só vai sair daqui porque vou te expulsar. Sai.
- Andrew, eu não tô brincando.
- E você acha que eu estou? - ele disso sorrindo de canto - Sério, essa cena foi engraçada. Mas... sai.
- Andrew, chega disso! - falei me levantando da cadeira - Cara, nós somos irmãos, desde a barriga da nossa mãe: sempre estivemos juntos! Por que toda essa birra? Só temos um ao outro e você sabe muito bem disso, mas finge não ver! Não mais, aí vem o porquê... Por que?! Por causa de uma mulher que, - soltei um suspiro pesado e falei com a voz rouca - que está numa UTI em estado de coma? E que os médicos não sabem ao menos se ela vai sobreviver?! É por causa disso? Isso é porque a causa de tudo isso você julga ser minha? Me diz o que foi que eu fiz de errado? Eu... - senti meus olhos marejarem - eu só tenho você, irmão. Só você. Eles não mais. E eu sei que isso dói em você da mesma forma como dói em mim, eu sei que você entende a minha dor e eu sei que você também só tem a mim. Além disso, só temos dois tios pouco próximos e uma família de pessoas falsas e interesseiras que se acham donos do dinheiro do nosso pai, mas não dão a mínima para nós dois. São somente eu, você e todo esse dinheiro, infelizmente. Por que tudo isso? Devíamos estar sempre unidos!
- Terminou? - perguntou com a voz embargada e o vi de cabeça baixa, mas logo ergueu olhando para mim com os olhos marejados. - Agora deixa eu falar: e você? Por que usa uma máscara? Desde há quase três anos atrás depois que perdemos nossos pais você se tornou uma pessoa irreconhecível. Egocêntrico, indiferente, que gosta de usar as mulheres e depois jogá-las fora como se fossem lixo. Arrogante, prepotente, cínico, crítico. - ele cuspia as palavras e parecia sentir nojo daquilo que falava. Doía, mas ignorei esse sentimento. - Se eu for falar mais, acho que vamos madrugar aqui nesse quarto. A Demi, eu vou te responder sobre a sua opinião por eu me preocupar tanto com ela. Eu... - ele sorriu tristonho - eu vejo nossa mãe nela. Sorridente, carinhosa, sensível, cuidadosa... Mas e você? Como você a vê? Como um objeto, não é mesmo? Dela você quer o corpo, e o seu interesse nela é devido ao jeito resistente dela, assim como a nossa mãe. Você se lembra quando ela agia dessa forma?
       Eu abri a boca e busquei por palavras.
- Eu sei que você lembra. Quando ela queria ser entendida e amada, ela agia dessa forma. Ela queria que você conquistasse a confiança dela pra assim poder abrir o coração e discutir sobre os sentimentos dela. É isso que a Demi queria de você quando agia de modo resistente ás suas provocações. Mas você nunca percebeu, né? Acatou essa atitude como um modo de chamar a atenção de homens canalhas feito você, que amam uma dificuldade. Sabe, eu acho que é você que tem que repensar as suas atitudes antes de vir julgar as minhas. As minhas atitudes correspondem as suas, e enquanto você não se esforçar pra mudar - ele fechou os olhos por um momento e logo me encarou - ou pra voltar a ser quem você exatamente era, eu vou continuar te tratando da mesma forma a qual você trata as mulheres com quais fica. E isso é ruim, né? É pra você sentir na pele o que as iludidas por você sentem quando não são tratadas com o devido valor que mereciam. Agora... sai daqui Nicholas, por favor.
       Não protestei, apenas obedeci o seu pedido e saí.
       Fui para o restaurante onde esperei por Katy e John. Eles chegaram depois de mim e ficamos quase duas horas conversando e rindo Não falaram sobre o meu irmão, ainda bem. Não queria que aquele turbilhão de emoções viessem á tona tão repentinamente assim como aconteceu lá em casa quando Andrew soltou os cachorros. Não vou negar, machucou, machucou mesmo. Mas fingi que não liguei, logo depois da discussão de relacionamento joguei todos os sentimentos ruins na lixeira. Era isso que eu sempre fazia, então porque se dar ao trabalho de aceitá-los e entendê-los? Doía... e eu não queria sofrer novamente tudo o que eu havia sofrido há quase três anos atrás.





OBS: Vou sempre responder aos comentários por aqui, pois acho melhor assim. :)

~~> Respondendo aos comentários do capítulo anterior:

Anônimo: que bom que está bem! Eu tô dibas. Amo seus comentários! São A+, sério! A próxima fic vai ser Nemi, e sou suspeita pra falar, mas, acho que vai ser uma história bem bacana, haha. Volte sempre!


Kamilla: obrigada por informar que está acompanhando! Haha, pensei que tinha parado de ler...


Emma: obrigada pelo selinho! <3

       Oi gente! Como vão vocês? E tem alguém que ainda está de férias? Eu sim! Haha... Adoráveis anônimos, já agradeci, mas tenho que falar novamente: obrigada mesmo pelos comentários incentivantes! Pensei em prolongar essa fic até o capítulo 30 lendo os comentários, e espero que continuem comentando! Nem que seja 1, haha, só quero saber mesmo é se alguêm lê :) E já tenho uma ideia para a próxima história! (Eu fico enjoada muito fácil, aí quando eu começar a escrever a próxima, no capítulo 5 eu já vou estar pensando na próxima história que quero escrever, haha!). Xoxs <3

NICK ON
       Os dias se passaram lentamente... Pelo menos para mim. Sem Demi indo a faculdade meus dias se tornaram monótonos, não poder provocá-la, rir dela quando eu percebia que sentia ciúmes de mim com outra mulher, sentir ciúmes dela por causa do Taylor ou o meu irmão... ficou sem graça, apenas. Parece bobeira falar assim sabendo da situação em que Demi se encontra, mas juro que é como me sinto. Ficava com Kim algumas vezes, mas nada mais sério. Eu e Andrew nos afastamos, pode parecer impossível os dois morando juntos, né? Mero engano. Ele passou a me ignorar, se estressar fácil com qualquer pergunta que eu fazia a ele, e isso me fez desistir de tentar conversar de verdade. Não estava a fim de perder a paciência.
       Quanto ao caso de Demi, Avril conseguiu contato com a prima dela e a mesma viajou até Londres para visitá-la. Quando a vi... que genética boa era aquela? A garota era linda, não tanto quanto Demi. Camilla causava um efeito em mim, que me fazia perguntar que feitiço ela e Demi usavam, pois a sensação arrebatadora que senti por ela á primeira vista foi a mesma que tive por Demi no primeiro dia de aula. Descobri que Demi tem irmãos gêmeos, um garoto e uma garota, ela era a caçula. Pensei comigo mesmo que, se a prima era como era, não poderia ver a irmã de jeito nenhum! Eu enlouqueceria, se não já estava enlouquecendo... Eu via Demi em Camilla, não sei se isso era sorte ou não, mas ela não ligou muito pra mim, talvez por ficar encarando-na feito idiota. Quando digo que ela e Demi são semelhantes, é porque são! Uma prova para isto é o fato de que ela notava como eu ficava quando ela estava perto de mim mas fingia não notar, e quando dirigia alguma palavra a mim, me tratava como se eu fosse um empregado dela. Aquilo estava me atiçando de uma forma ridícula, eu queria agarrá-la toda vez que me tratava com indiferença. Mas era apenas "abstinência Demi", quero dizer, não poder falar com Demi pela situação em que a mesma se encontrava me fazia desejar a sua prima cuja personalidade era muito parecida á dela, e que me fazia falta de fato. Mas falando sério agora, Camilla passou uma semana aqui, acompanhava a prima direitinho, sempre conversava com os médicos, e acredita que teve a ideia genial de querer que Demi fosse transportada para Madri? Disse que só esperaria a tia chegar aqui para conversar sobre o assunto, mesmo os médicos a informando que aquela não era uma boa ideia... e não era mesmo!




- Hoje á tarde você vai no hospital? - Katy me perguntou enquanto guardava algumas folhas em seu fichário.
- Hm... sim.
       John se meteu na conversa de repente:
- Nicholas, você não acha que tá exagerando?
- Como assim? - indaguei surpreso.
- Tipo, a Demi tá desacordada numa cama de hospital, você disse que a prima dela vai matar aula por quase três semanas pra não deixá-la sozinha, algo que é certo, porque ela é parente, mas você não é.
       Fiquei um pouco irritado com aquilo, poderia ser mesmo que eu estava querendo cuidar demais. Mas a vida é minha e eu faço o que eu quiser.
- E? - indaguei indiferente.
- Eu concordo com o John, Nick. Você tem que se divertir, sair, refrescar a cabeça um pouco... - ouvi Katy dizer com calma.
- Você só pode tá se sentindo culpado, não sei pelo quê... parece que tem um relacionamento com ela. Vocês já ficaram? - John dirigia as palavras diretas olhando em meus olhos, não consegui encará-lo e desviei o olhar, ele logo confirmou com uma risadinha:
- É, ficaram.
       Katy ficou boquiaberta e me olhou tipo "isso é verdade?". Dei uma risada nervosa.
- Ah, nada a ver com o fato.
- Me conta. Agora. - mulheres... revirei os olhos.
- Katy, eu não sou sua amiguinha pra contar "babados" - fiz aspas com os dedos - que acontecem na minha vida. Sai dessa.
       John pareceu se irritar com o que eu disse. Defendendo a namoradinha... é, namorada mesmo:
- Sai dessa você, brother! Você tá se privando de viver por causa de uma garota que nem tem ideia de quem é você, enquanto estiver naquela situação é claro. Espera-se! Quer saber? - levantou-se da cadeira e colocou a mochila nas costas - Essa conversa não vai nos levar a nada, eu vou embora. Tchau. Vamos Katy?
       Ela assentiu, deu um sorriso compreensivo para mim e saindo de mãos dadas com o namorado. Soltei um suspiro profundo. Rotina cruel. Eu estava indo em direção ao meu carro quando fui interditado por Kim:
- Nick... você pode me dar uma carona? - ela pediu com um sorriso doce.
- Claro!
       Desde que Demi esteve no hospital, tenho voltado para casa sozinho, já que Andrew me evitava e parou de ir comigo como era acostumado a fazer ás vezes. Eu não quis puxar assunto com Kim, ela pareceu não se importar e fez:
- A sua amiga está melhorando?
- Não melhorou, nem piorou. - respondi prático. Ela apenas ergueu as sobrancelhas. Acabou que o silêncio dominou. Quando a deixei em casa ela quis dar um selinho de despedida, mas eu desviei, sorri com os lábios e dei um beijo em sua bochecha. Ela sorriu em falso e agradeceu a carona.




Á tarde, me arrumei e fui para o hospital. Você pode se perguntar se eu sendo um estudante de medicina, deveria ficar em casa estudando feito condenado. Mas isso não acontece se tratando de minha pessoa, sempre tive facilidade para lidar com os estudos.




- Garoto, você não sai daqui? - Camilla resmungou quando me viu entrar no quarto de Demi.
- Por que isso te incomoda?
- Não me incomoda.
- Então porque reclamou? - falei erguendo uma sobrancelha, ela revirou os olhos.
- Você é extremamente chato! Como a Demi te aguentava? Por favor!
       Mudei o foco do assunto de repente:
- Alguma boa notícia do médico sobre ela?
- Não... - respondeu soltando um suspiro cansado.
       Ambos ficamos sentados em silêncio por um longo período de tempo. Enfermeiras entravam a todo momento para ver como Demi estava reagindo. Camilla saiu do quarto umas duas vezes pra atender aos telefonemas que recebia, ela me contou que a mãe de Demi chegaria em Londres naquela tarde e então ela iria embora pra Madri no final de semana.
- De qualquer forma, foi bom te conhecer. - falei sorrindo, ela deu risada.
- Você acha? Eu sinto o oposto em relação á você.
- Sempre gostando de estragar o momento em que supostamente nos damos bem.
       Trocamos sorrisos tímidos e de repente, senti nossos lábios selados, eu quase aprofundei o beijo, mas ela parou.
- Isso não é certo. - disse mordendo o lábio sem olhar para mim.
- Realmente... - assenti com nervosismo.
       Ouviu-se uma batida na porta e a pessoa a abriu devagar.
- Posso entrar?
       Puta que pariu. Então aquela era a mãe da Demi? Eu piscava os olhos meio que surpreso, não consegui tirar os olhos dela, a filha teve pra quem puxar tanta beleza.
- Oi, tia! - Camilla levantou-se indo abraçar a mulher loira. Levantei por educação e fiquei de cabeça baixa. A porta então abriu-se novamente, dois jovens de no mínimo 28 anos entraram.**

Putz, que mulher linda era aquela? Fiquei desnorteado. Me senti no paraíso rodeado por aquelas mulheres lindas. O cara era boa pinta... Irmão da Demi não preciso comentar, né. Eu fiquei de olho na irmã de Demi, claro. Eu parecia invisível para eles mas tudo bem.

- Penélope, Zachary... que saudade de vocês! - Camilla falou alto e os três deram um abraço triplo. A mãe de Demi olhava para a filha e pude notar lágrimas escorrerem pelos seus olhos, logo o homem moreno, alto e de barba estava atrás da mãe acariciando seus ombros e observando a irmã com tristeza no olhar. Penélope abraçava Camilla enquanto chorava observando Demi. Fiquei sem jeito com aquela situação. Quis sair do quarto e os deixar lá, pois afinal, era a família dela, e eu era apenas um intruso, não pratiquei o ato pensado por educação.
O irmão de Demi virou-se para mim repentinamente e perguntou simpático e me analisando:
- E quem é você?




**

NICK ON
       Já eram três e meia da manhã quando resolvi ir embora. Andrew foi comigo, já que ele não estava tão bêbado quanto eu. Não tinha condições nem pra falar. Na estrada, fiquei pensando naquela noite e no Taylor agarrando Demi antes de ela ir embora. A mesma passou por mim e fingiu que eu nem existia, mesmo notando que eu a observava. Ah, como eu quis ter a ousadia em puxá-la e fazer tudo que eu pensava em fazer com ela naquele momento que eu estava totalmente fora de mim. Me achei um otário por não agir por medo. Pareci um adolescente nerd virgem apaixonado pela gostosona que o usa e o esnoba, e que só se sente no direito de ter os pensamentos mais obscenos com ela, já que a timidez impede de agir. Mesmo bebado! Que Nick era aquele? Fiquei furioso comigo mesmo. Caralho, como fiquei!
       Acreditam que Kim quis sexo de novo? Ela estava muito embebedada. Tinha tirado a calcinha na pista me provocando, mas pra dizer a verdade ela foi santa comparando-se a outras na pista. Tinha uma garota com cara de no mínimo 15 anos tirando a blusa e deixando os seios á mostra. Mesmo sendo homem aquela cena não me agradou. O que o pai de uma garota daquela pensaria que ela estava fazendo naquele momento? A jovem era intercambista, certeza. Sou inglês e conheço muito bem a atitude das minas inglesas. Elas tiravam a roupa só na frente do cara com qual estava ficando na balada se quisessem sexo. Kim era prova de que não tinha nenhum pouco desse bom senso. Os pais de uma garota como aquela que fez topless deviam estar dormindo de consciência tranquila achando que a filha menor de idade estaria dormindo segura naquela hora da madrugada. Fico indignado!
       Já com o tema "Kim", claro que não recusei sexo. Com a quantidade de alcóol correndo pelas nossas veias nem me lembro direito onde aconteceu. E quanto ao ato nem preciso descrever, né? Mais bêbada do que antes, Kim urrava com cada investida que eu dava. Me perguntava involuntariamente se seus gritos eram audíveis a outros que curtiam a balada. Mas dane-se, estava envolvido demais e bêbado demais pra pensar nisso.



- Nossa, olha aquilo ali. - Andrew referia-se ao outro lado da pista um pouco a frente enquanto esperávamos o sinal abrir.
     Haviam dois carros da polícia, um da ambulância e a perícia. A pista estava fechada pra passagem. Dois carros estavam envolvidos na parada, um deles pareceu ser jogado para fora da pista e outro, um conversível estava destroçado na pista e capotado, o lado do motorista estava acabado. Nada se aproveitaria daquele carro para ser usado novamente, ia direto pro ferro-velho! Dois corpos estavam cobertos com um pano branco no chão e vi somente um cara sendo carregado numa maca. Putz, foi sério! Chegando bem mais a frente no próximo sinal, ficamos ao lado da pista á esquerda.
- Espera aí, aquele carro é da Demi?! - ouvi Andrew indagando ou afirmando desesperado. Desesperei também ao pensar na possibilidade.
- Vamos lá ver... - eu disse num sussurro desesperado quase inaudível.
       Andrew estacionou o carro e descemos, atravessando a rua quase correndo mesmo o movimento de carros sendo quase nulo.
       Andrew surtou quando chegamos mais perto. Fui no ritmo. Com o desespero lembrei involuntariamente que nossa situação não era das melhores para ficarmos perto da polícia.
- Brother, vamos sair daqui. Estamos bêbados, lembra? - eu disse com um sussurro.
- Porra Nicholas, cala a boca! O carro é da Demi! Somos os únicos que conhece ela aqui!
       Quis matar meu irmão. Seus gritos atiçaram os policiais presentes, obviamente. Seus olhos só lacrimejavam. Não me senti bem com aquela situação: acidente, Demi, alcóol. Tudo isso não se encaixava direito na minha cabeça, não naquele momento no qual eu estava envolvido.
- Tá louco? Eu vou embora. - sussurrei e o deixei lá.
       Fui andando no rumo de casa, de onde estávamos até chegar em casa já estava perto. Até que me perguntei o que eu estava fazendo, e se fosse mesmo a Demi que tivesse sofrido aquele acidente? Comecei a chorar. É, a chorar. Mas não me virei para olhar pra trás e nem parei de andar. Eu estava mamado. Porra, o que foi que eu fiz?!
- Ei rapaz, volta aqui! - policialzinho de merda me fez virar quando eu estava chorando. Que situação!
- Fica parado aí!
       Ergui minhas mãos para o alto e abaixei a cabeça. Ouvi seus passos cada vez mais próximos. Quando ele me virou meus olhos só lacrimejavam, ainda bem.
- Sinto cheiro de alcóol. Você bebeu?
       Não respondi. Ele alterou o tom de voz:
- Bebeu?! Me responde, não tá ouvindo?!
- Sim. - respondi firme.
- Venha comigo. - ele prendeu meus pulsos com algemas e me levou até o local onde Andrew estava. Ele também estava algemado. Otário.
       Fizemos o teste do bafômetro que indicou que o índice de alcóol ingerido por mim era alto. Já a quantidade que Andrew ingeriu não o colocava em perigo no trânsito. Vi o carro da ambulância partir. Não sei o que tanto faziam afinal.
- Quem estava dirigindo? - um dos policiais perguntou. Andrew disse que era ele. O cara nos olhou com desconfiança.
- Senhor... - Andrew sussurrou. Eu o olhei com ódio tipo pedido de mandar calar a boca e o policial o mandou ficar em silêncio. Foi bem feito.
- Senhor...
       Alguém me segura porque se não vou cuspir na cara do Andrew pra ele largar de panaquice.
- Qual é moleque?! Não te mandei calar a boca?!
- Eu vou falar, eu quero falar! Eu conheço a garota que sofreu o acidente! Só me diz se ela está bem! - ele disse quase aos prantos. Que encanação era aquela com a minha Demi? Minha. Sim.
- Andrew cala a boca! Eu bebo demais e você que confronta o policial?! Caraca! - as veias do meu pescoço chegavam até a ser visíveis com minha fúria.
- Ah, conhece? - o policial se virou pra nós respondendo a Andrew. Pude sentir um tom de sarcasmo em sua voz. - Ah, arranja outra desculpa. Falando nisso, entrem no carro.
       Andrew entrou mas protestando. Descreveu Demi da cabeça aos pés, disse sua idade... mano, que porra era aquela? Se não estivesse algemado, eu daria um tapa em sua cara.
- Tá, tá moleque... discutimos isso na delegacia.
       Eu estava revoltado com meu irmão. Só não falei poucas e boas pra ele por receio de levar umas biscas do policial metido a valentão. Quando chegamos na delegacia, quase que fomos punidos. Tentei lembrar de alguém pra nos socorrer e John me veio a cabeça repentinamente: ele não bebia alcóol desde quando descobriu que tem problema de rins. Então falei que conhecia um responsável. Ligaram pra ele algumas vezes e na quinta tentativa (implorada por mim, se fosse por eles já estaríamos atrás das grades) ele finalmente atendeu. Nos falamos e então ele foi lá e teve que pagar pra nos livrar. Andrew parecia um louco, não pensava em nada a não ser em como Demi estava.


- Cara, te amo! - agradeci John o abraçando de lado, Andrew só deu um sorriso grande com os lábios.
- Qual foi a tua Andrew? - indagou John calmo.
- Hm? Ah, nada.
- Tá... - ele disse num tom de ironia.
       No caminho para casa ficamos em silêncio. Apenas Andrew parecia inquieto. Fiquei me perguntando se ele estava gostando da Demi, mas provavelmente não, ele sempre foi do tipo preocupado. Parece um pai e isso chega a ser chato ás vezes.
- Valeu irmão! - agradeci - Te pago na facul. Desculpa ter estragado tua noite.
- Nem vem... e minha noite já foi escrita, esse foi só um imprevisto irrelevante - ele disse dando um sorrisinho.
- Obrigada mesmo John. - Andrew falou calmo e John assentiu.
       Quando deitei em minha cama não pensei em nada, só fechei os olhos. Bons sonhos para mim.

No dia seguinte

       Acordei quase no horário do almoço. Ah, como amo finais de semana. Fiz minha higiene matinal, tomei um bom banho e fui pra sala assistir TV. Não tenho o costume de tomar café, então nem ligo. Senti falta de Andrew, ele costuma acordar cedo. Fui procurá-lo em seu quarto e estava trancado. Então ouvi o final de uma conversa:
"Ah... tá bom, tá bom. Obrigada por avisar, de verdade. Então quando for o horário da visita, eu vou (....) Tá, tchau."
       A voz dele parecia bastante tensa. Pra evitar que visse que eu estava o espionando, saí de perto da porta o mais rápido possível.

- Tá indo aonde, cara?
- Hã? - ele parecia bem disperso. No mínimo, nem me ouviu.
- Onde você vai?
- Ah... - engoliu seco e olhou pro chão - vou ver... alguém.
- É a Demi, né? Pô, admite que gosta dela. Não tem nada demais.
- Mas não vai mais olhar na minha cara, né? - disse sincero - Relaxa, talvez a Demi nem saiba que nós existimos mais. Vai ter que conquistar ela de novo. - disse frio. Que papo era aquele de "nem saiba que nós existimos mais"?
- Qual é Andrew? Andou fumando? - questionei com seriedade. Ele estava maluco.
- A Demi tá na UTI em estado grave Nicholas. Tá bom pra você? - ele falou desaforado e saiu batendo a porta.
       Ele só podia estar brincando... Senti meu corpo enfraquecer. Me levantei do sofá num pulo e corri atrás dele.
- Peraí! Como é que é?
       Ele deu um passo para trás, mas sem se virar para mim.
- Foi o que você ouviu. Lembra do acidente nessa madrugada? Pois é.
       Notei um tom de melancolia em sua voz. Ele então partiu, gritei seu nome para que me esperasse, mas ele não deu a mínima. Chamei por um táxi e pedi para que o seguisse. O caminho para o hospital era longo, foram no mínimo 15 minutos para chegarmos até lá. Paguei o passeio e segui meu irmão sem que ele me notasse. Coloquei óculos de sol para garantir, mesmo não garantindo nada, pois se ele me visse saberia que era eu. Entrei no hospital e continuei o acompanhando, até que ele parou na recepção em busca de informação ou pegando autorização para visitar Demi, não tenho certeza. Me sentei numa cadeira a sua espera, mas pensei que não poderia segui-lo e entrar com ele sem pegar autorização. Que seja. Me viraria depois, tinha que ver Demi. Quando ele seguiu o corredor a frente esperei um pouco pra disfarçar e depois o segui. Antes que ele abrisse a porta, segurei seu braço.
- Nick?! O que está fazendo aqui?
- Te segui.
- Vai embora. - ele ordenou. Franzi o cenho.
- Não, eu não vou.
- Nick, sério, sai.
- Ei, por favor, me deixa entrar com você. Eu fui um idiota nessa madrugada, eu sempre sou. Me perdoa. - meus olhos marejavam.
- Não é pra mim que você tem que pedir perdão. É pra Demi. Mas - ele mordeu o lábio inferior, me olhou nos olhos e continuou a falar, porém com zanga:
- Ela tá em coma. Nem sei se vai abrir os olhos novamente. Por que você sempre foi tão egoísta? Acha que brincando com os sentimentos dos outros você consegue vencer? Não, você não vence, você nunca vence Nicholas. Pare de enganar a você mesmo.
       As palavras dele foram como um tiro no meu peito. Ele entrou, fechando a porta na minha cara. Eu desabei numa cadeira ao lado, coloquei as mãos na cabeça e chorei. Pensei nas palavras que ele havia me proferido... eu estava mesmo deixando o ego tomar conta de mim? Chorei até cochilar.


- Nick? Nick!
       Abri os olhos meio assustado e vi Avril em minha frente.
- O que aconteceu com você?
- Hã? - eu ainda estava meio desnorteado - Cadê o Andrew?
- Tá com a Demi, não?
- Faz quanto tempo que você chegou? - questionei esfregando os olhos.
- Uns cinco minutos.
- Posso... posso vê-la?
- Sim, ué. Família e amigos podem visitá-la nesse horário!
- Ninguém vai me impedir?
       Ela riu um pouco.
- Não!
- Oi Avril... - Andrew saiu do quarto, quando me viu, olhou feio para mim.
- Oi! - ela o cumprimentou e virou-se para mim - Você quer entrar primeiro?
       Meu irmão me olhou furioso, se despediu de Avril e disse que ia embora.
- Eu quero. - assenti sorrindo.

Quando entrei vi Demi acolhida perfeitamente na maca. Por mais que doesse pensar assim, parecia que ela descansava em paz. Seu rosto estava bastante machucado e algumas marcas avermelhadas logo tornariam-se um tom arroxeado. Cheguei mais perto e apoiei minhas mãos de leve em seus braços, levei uma delas a sua bochecha acariciando-na. Fiquei por pouco tempo ali, era a regra de visita. Antes de sair não resisti e selei nossos lábios, um selinho rápido, e saí.
- O que os médicos disseram? - perguntei Avril segurando a porta entreaberta.
- Não é grave. Mas corre 45% de risco de vida, segundo o doutor. Não se sabe o que vai acontecer. Só o tempo... ah, e ela não precisa de aparelhos pra conseguir respirar. Isso é bom.
- Entra e depois conversamos mais. - sorri abrindo a porta pra ela. A esperei no corredor, oito minutos depois ela saiu, ela estava chorando. A abracei e ficamos assim por um tempo. Ela soltou um suspiro pesado soltando-se dos meus braços.
- Tenho que avisar a prima dela... - disse.
- Você tem algum tipo de contato com ela?
- Não. Mas os objetos que Demi carregava no carro ficaram ilesos. O celular é um desses. Só não lembro o nome de sua prima. Mas nada que as redes sociais não resolvam.
- Quando tá pensando em avisá-la?
- O mais rápido possível.
- Como foi esse acidente?
- Não me explicaram direito. A Sara também tá envolvida, mas ela sofreu ferimentos leves e já está de repouso em casa. O ex-namorado dela com dois capangas dele a captaram na balada. Pelo que parece, o acontecimento já estava marcado. Quando a Demi ia embora, ligou em Kristen que ficou na festa e depois em Sara, que não atendia. O cara estava com o carro estacionado atrás do carro de Demi, a seguiu, ligou nela pelo celular da Sara ameaçando-na. Tudo iria acabar bem se quando a polícia tivesse chegado não tivessem atirado em um dos pneus traseiros do carro, o fazendo perder controle e capotando no rumo ao carro da Demi, o arrastando e estava do lado do motorista. Os dois capangas morreram e o autor da armação já foi prestar depoimento na delegacia. E o policial que atirou também. O envolvimento da Demi foi muito estranho. Uma armação e tanta. Foi tudo muito estranho.
- Mal-amado... - eu falei num sussurro.







--> Anony, fico muito feliz por estar gostando!! Tá aí o capítulo VII, como prometi. Boa leitura! :D

     Depois que Nick me deixou eu não tive nem forças pra chorar, saí acelerada em direção ao meu carro e estava precisando de ar. Bati de frente com alguém e meus materiais desabaram no chão.
- Demi, o que aconteceu? - a voz perguntou compreensiva.
     Levantei o rosto, era Andrew. Segurei o choro e fui catando meus materiais pra disfarçar, ele me ajudou.
- Não vai me falar nada?
     Ele me entregou meus materiais.
- Ah, obrigada.
- Não estou falando disso.
     Não dei satisfação, apenas o abracei forte e fui embora.
     



     Mais tarde meu telefone tocou umas cinco vezes, eu não estava com ânimo pra entender, mas bufei de raiva com a insistência, cedendo.
- Alô?
- Demi, o que houve? - questionou sem mais nem menos. Era bom saber que Katy se preocupava, e eu sabia que foi Andrew que contou, mas enfim. Pensei por algum tempo, então preferi esconder minha dor.
- Nada... Por quê?
- Perguntei sobre você pro Andrew e ele disse que te viu meio que... preocupada. - eu sabia.
- Ah... relaxa, nada demais.
     Seu silêncio foi como se estivesse me repreendendo. Mas mudou de assunto logo.
- O que você tá fazendo?
- Assistindo TV...
- Você não estuda?!
- Ainda não... - ri.
- Demi, o que você acha de sairmos nesse final de semana?
- Pra você me fazer de moca de novo?
     Ela riu.
- Não! Vamos a galera toda, amanhã vou falar com geral.
     Aquela não parecia uma boa ideia. Não para mim. A galera era Nick e Kim, também. Pessoas que não faço nem um pouco de questão de ver embebedados e se agarrando, porque essa é a verdade.
- Ah, tá. - assenti um pouco desanimada. A conversa não ultrapassou cinco minutos, ainda bem.


No dia seguinte
     Ao chegar no colégio vi o grupo batendo papo animadamente. Katy estava presente e com certeza já havia falado sobre a balada no final de semana.
- Demi, todos vão! Só falta confirmar com a Kim e Mila, que não chegaram ainda.
     Dei um sorriso falso.
- Bom que se eu não for, você tem com quem ficar dessa vez, né? - ela disse com deboche.
- Não ouse! - pus o dedo indicador em seu nariz - Não duas vezes seguida!
     Ficamos conversando de boa, Nick fingia que eu não existia e por mais que isso doesse agi com a mesma indiferença. Pra acabar com a alegria, as irmãs lindas e fabulosas chegaram arrasando (ironia. São umas bruxas, isso sim.). Aí, daquele jeito: os garotos enfeitiçados, algumas garotas com ciúmes (oi, eu!), Riri dando risada e Andrew um pouco afastado investigando algo eletrônico.
- Ei Andrew! - Mila chamou.
- Oi?
- Por que você não vem pra cá? Você não se importa né Demi? - perguntou provocativa. Vadia!!! Eu ainda te jogo no meio de uma estrada escura e deserta.
- Por que a Demi se importaria? - Taylor questionou curioso.
     Antes que ela dissesse algo, Andrew respondeu:
- Porque ela é minha irmãzinha ciumenta, né Dems? - ele fez uma cara fofa (e um pouco falsa) pra mim. Que cena foi aquela?
- Hm. - o bonitão ficou desconfiado. Ah, que se dane.
     O assunto logo mudou, me deixando aliviada e acho que Andrew também. Imagine todos achando que nós namoramos? Quer dizer, nem imagine. Não tem nada a ver.

     A semana passou num piscar de olhos. Ou seja: balada. Mesmo eu e o Nick sem olharmos um na cara do outro, me adaptei fácil a isso. Ele e Kim estão num grude, parecem dois chicletes mastigados, éca. Dou minha cara a tapa que devem estar ficando. Mas eu não estou nem aí.
     Na noite da balada, eu convidei Kristen e Sara para irem ao meu apartamentos pra então escolhermos nossas roupas juntas e nos maquiar idem. Não contei que estamos super unidas, né? Então... Katy e Avril ainda são minhas amigas. Mas Avril anda mais próxima de mim do que Katy e o motivo é meio que previsível: a última só quer saber de socializar as novatas, já que adora se aproximar das pessoas e ser simpática com as mesmas. Nem me importo mais com isso. Não tanto.
     Eu optei por um vestidinho preto, justo e decotado. Fiz um make pouco chamativo: destaquei os olhos com lápis, rímel, sombra cinza na pálpebra superior e um pouco de dourado na inferior, gloss cor de pele e... pronta!


Kisten:

Sara:

     
     
     Fomos eu, Sara e Kristen juntas pra balada no meu carro. No caminho, Kristen mandou um sms pras meninas de que já estávamos indo, Rihanna e Katy já estavam lá, então mandaram dizendo que nos esperaria na porta. Ao chegarmos, foram os primeiros rostos que notei... e o ambiente estava bastante movimentado!

Katy:

Rihanna:


- Que amiga você hein Katy? - falei debochada.
- Como assim?
- Na última festa que você me convidou pra ir, me deixou esperando. Já nessa, tá fazendo abertura da balada.
     Ela riu.
- Deixa de ser boba! A propósito, vocês estão magníficas!
- Obrigada - agradecemos em coro.
- E aí Riri, conseguiu contato com aqueles machos-noivas?
     Rihanna segurava o celular na orelha, mas tinha uma expressão de impaciência.
- Não. O único que atendeu foi Andrew, que você já sabe... Pera... ; alô? - finalmente falou. - Você tem a gentileza de explicar onde vocês estão?
     Ela assentia cada palavra que, qualquer que fosse o cara, dizia.
- Tá. - sorriu - Estamos esperando na porta. Hã? - olhou para mim, Sara e Kristen - As meninas já estão aqui, menos Kim e Mila. E Avril teve um imprevisto e não vai vir. Então tchau.
- E aí?
- O Alex disse que já estão vindo, ele, Taylor, Nick e John.
- Mas e o Andrew? - Katy indagou.
- Não sei... deve vir sozinho. Bem típico dele.
     As duas deram risadinhas e voltaram a atenção para nós.
- Cara, vocês estão demais! Assim me sinto feia. - Rihanna disse. Nós assentimos somente com um sorriso.
- Desculpem-me a indelicadeza... mas qual é a necessidade de esperarmos pelos garotos? Podemos entrar, e quando eles chegarem, nos avisam. - Sara questionou tímida.
     Rihanna olhou para Katy de cima embaixo.
- Nossa, amiga! Você leu meu pensamento! - Rihanna disse com uma voz fina, sendo sarcástica em provocação á Katy, logo apontando para mesma e falando com certa frieza. - Pergunta pra ela aí, ó.
- Você sabe que eu também te amo Riri! - riu falso em resposta - Respondendo á sua pergunta... Sa..
- Sara! - a garota falou sorrindo.
- Então, Sara, é que - começou a falar olhando de canto de olho pra Rihannna - eu prefiro assim. Os garotos não se importam, portanto não procurariam por nós quando chegassem na festa.
- Eles não se importam e você tem que se importar né mamãe.
- Rihanna, cala a boca.
     O clima meio que ficou tenso, mas logo descontraiu. Ficamos longos minutos esperando pelos garotos. Mila ligou para Katy avisando que ela e a irmã se atrasariam. Que bom! Não estava a fim de ver a cara delas mesmo... Andrew chegou antes dos atrasados. Ele estava tão lindinho!


- Oi gente...
- Andrew, quero um namorado como você! Que certinho gente!! - Katy exclamou - Diferente de outros...
- Se você quiser, estou disponível. - falou convencido.
- Estamos juntos, então!
     Mesmo ele sendo só meu amigo, senti uma pontada de ciúmes. Nos cumprimentamos bem rápido, então ele ficou conversando com Katy e Rihanna. Eu e as meninas ficamos parecendo umas retardadas, totalmente fora do assunto deles, entediadas e impacientes. Ai, como eu queria que Avril estivesse conosco pra eu poder relaxar, ela me entende mais do que ninguém. Uma pena ela não poder ter vindo.
- Gente, que horas são? - sussurrou Kristen.
- Quase meia-noite. - sussurrei de volta.
- A primeira vez na minha vida que fico esperando por homens! Que contraditório. - Sara falou bufando. O nosso tom de voz era audível apenas entre nós três. Eis que chegam os bonitões. Meu Deus, o que era aquilo? Morta.

- Uau! Qual escolher? - Rihanna questionou maliciosa em alto tom e eles, lógico, ficaram se achando e deram risada.
- Vamos entrar? - Kristen já estava impaciente.
     



          Dentro da balada, finalmente! O DJ era ótimo, a pista estava bombando... tudo de bom! Me dirigi logo ao balcão de bebidas e pedi uma batida de morango. Aproveitei o som enquanto bebia, estava sozinha no balcão, já que as meninas estavam dançando loucamente na pista.
- Demi...
     Levei um susto com aquela voz maliciosa sussurrando no meu ouvido.
- Taylor! Pirou? - falei meio alterada.
- Só se for em você... e a propósito... você está linda.
- Obrigada - sorri e voltei a observar a pista e a beber minha batida.
- Você... não tá afim de ficar com alguém nessa noite?
- Estou muito bem, obrigada.
- Vem dançar comigo! - que cara insistente. Socorro!
- O quê? - indaguei surpresa.
- Vem dançar comigo. - pediu docemente.
- Não... - respondi com manha.
- Sim... - ele igualmente.
- Nossa, você é muito chato. - falei dando risada e cedi ao seu pedido. Ele riu.
- Eu sei.
     Fomos pra pista, eu dancei mais comigo mesma do que com ele, não quis dar trela, mas ele pareceu não se importar e continuou investindo.
- Por que tá me olhando assim? - perguntei curiosa em alto tom por causa da música alta, sem parar de dançar.
- Porque eu quero você. - falou como se fosse óbvio e me pegou pela cintura.
- Taylor, não.
- Por que? Tá comprometida?
     Olhei para o lado e vi Andrew bebendo. E ele provavelmente estava de olho em alguma garota da pista. E notei algo pelo qual eu não esperava: Nick nos observava de longe enquanto bebia. Isso me deixou animada, até demais. Aproveitando-me da situação colei mais o meu corpo no de Taylor. Até que pra acabar com a felicidade, a querida Kim chegou nele provocativa.


      Grrrrrr. Por puro impulso coloquei minhas mãos em volta do pescoço de Taylor o puxando para um beijo. Seu beijo era viciante, quente e envolvente. Sua língua ardente em contato com a minha me deu arrepios. Juro que depois que inventei em fazer aquilo não quis parar. Eis que me senti na necessidade de parar o beijo depois de ouvir uma risada ao meu lado: eram Kim e Nick próximos de nós, estavam se engolindo, aquilo era o fim da picada. Taylor dava beijos suaves em meu pescoço, mas sem ousar. Pra ser sincera, acho que quem queria levá-lo pra cama depois daquele beijo era eu. Não suportei aqueles dois ao nosso lado e puxei Taylor para o outro lado da pista.
     


     - Por que você fez isso? Lá estava bom. Quero dizer, qualquer lugar com você é bom. - falou malicioso, não consegui conter um sorriso.
- Igualmente.
- Eu vou buscar uma bebida. Quer algo também? - recusei balançando a cabeça e fiquei na pista dançando.
     
           Me perguntei onde estaria as meninas, Andrew, John e Alex. Revistei o ambiente mas sem sucesso. Do outro lado, onde estavam Nick e Kim, eles estavam quase indo pra cama, pensei. Nick percebeu minha distração e me olhava de forma provocante, de cima abaixo. Aquilo me deu um arrepio indescritível, então desviei o olhar. Taylor havia chegado mas eu nem ao menos havia percebido.
- No que tanto pensa? - me virei e Taylor estava com uma garrafa não sei de quê na mão.
- Nada demais. Já tá tarde, né?
      Ele checou seu relógio.
- Quase duas da manhã. Já quer ir embora?
- Não tão cedo. - dei um sorrisinho medonho.
      O rídiculo do Nick estava me provocando. Me pergunto se Taylor notou, mas provavelmente sim pois assim como eu, Taylor observava a sua frente, e Nick tirava cada peça da minha roupa quando me olhava. Então fui surpreendida por mais um beijo de tirar o fôlego do Taylor e ambos dançavamos colados, eu de costas para ele que me abraçava por trás e beijava meu pescoço, fiz questão de demonstrar que estava gostando, não só pra provocar Nick, mas aquilo realmente estava bom. Eu desejava não perder o sentido com suas carícias ousadas porque o que eu menos queria era fazer sexo com Taylor. Eu queria Nick, era essa a verdade. Era Nick quem eu desejava estar me tirando o fôlego com seus beijos. Logo vi Kim e Nick se afastarem, ou seja, iriam se comer. Que nojento! Pra evitar desconfiança de Taylor, fiquei por um tempo com ele e logo dei uma desculpa de que iria no banheiro.
     



           Quem vejo na porta? Andrew agarrado com a irmã daquela vaca mal-parida da Kim. Bufei de ódio e entrei. Sequei meu rosto suado com um papel toalha, respirei fundo e saí contra a minha vontade, não queria mesmo ver aqueles dois se agarrando.
- Demi?
      Andrew você quer levar um tapa na cara á toa.
- Oi? - me virei dando um sorriso falso com os lábios.
- Você sumiu...
- Ah, agora que você veio sentir minha falta? - ri cínica - Cadê a sua ficante sem sal?
- Você estava me espionando? - disse provocante. Ele tinha bebido, mas certeza que foi bem pouco.
- Você acha que vou perder meu tempo espionando você? - questionei dando risada.
- Talvez. - disse se aproximando de mim.
- Não chega perto! - ordenei.
      Mas ele chegou mais perto, eu desviei o rosto, mas tudo que ele fez foi sussurrar um "você está linda" em meu ouvido, causando um choque por todo meu corpo, deu um beijo em minha bochecha, piscou pra mim e saiu. Sorri aliviada e frustada ao mesmo tempo. Voltei a minha "investigação", segui o rumo feito por Nick e Kim. Rezei para que Taylor não procurasse por mim. Avistei os dois num canto escuro da boate, onde ninguém parecia notar, chegava até ser um pouco silencioso. Me perguntei o que eu queria naquele lugar já que os pegaria trepando. Mas segui e fiz o possível pra não ser notada.
     



     NICK ON
      Kim e eu já estávamos quase nos finalmente. Fiquei um pouco puto em ver Demi se agarrando com Taylor, aquele deveria ser eu, beijando aqueles lábios macios, experimentando aquela boca quente e tendo o privilégio de tocar naquelas curvas que são o encaixe perfeito para minhas mãos.
      Mas agora o lance era outro. Eu estava com uma mulher gostosa pra caralho (com todo o respeito) se entregando pra mim. Óbvio que não ia deixar passar, sou homem e tenho minhas necessidades. Na parte vazia e escura da boate ela tirava a roupa pra mim. Mesmo um pouco escuro pude enxergar suas curvas perfeitas, meus olhos brilhavam feito um animal faminto com aquela visão do paraíso. Logo ela estava em meus braços gemendo fino em meu ouvido a cada chupão que eu dava em seu pescoço e a cada aperto em seus seios abundantes. E estávamos ambos nus. Acha que seríamos pegos? Não! Não foi a primeira vez que tive sexo com uma mina naquele lugar daquela boate. As chances de sermos pegos no flagra eram de 0,2% e olhe lá. Agora vocês não tem noção do quão gostosa era aquela mulher. Porra, ela era experiente... Gozei mais de duas vezes quando ela chupou o meu! Aí você faz o cálculo do que estava por vir. O que me deixava mais excitado eram seus gemidos agudos. Ah, que homem não sente tesão por gemidos? Mas algumas mulheres tem gemidos broxantes. Já aconteceu comigo e olha, não é nada legal broxar nem por nervosismo imagina por causa de um gemido? Que é um fator totalmente irrelevante? Passei vergonha.
Mas Kim além de maravilhosa vinha com esse bônus. Enquanto penetrava nela tive mais do que um orgasmo duplo a ouvindo gemer e gritar meu nome sem parar, além de suas expressões de prazer a cada estocada que eu dava. Putz, que mulher! Estava tudo ótimo até eu lembrar do momento entre eu e Demi. Kim estava me fazendo lembrar a Demi e isso não foi nada legal, a não ser pela minha excitação aumentar. Mas aquela não era a Demi, não era a mesma coisa. Quando acabei o meu "serviço" tudo que pensei foi nela. Ah, como eu queria sentir tesão com ela. Suas curvas não se comparam as de Kim, mas nada se compara ao jeito provocante de Demi. Kim era meiga e safada, mas Demi... ah, a Demi... ela me faz ter orgasmo sem ao menos me tocar. O seu jeito provocante, o olhar envolvente, o beijo cheio de fogo ; nada se compara. E ela estava uma gostosa naquela noite, mais linda do que já é... num momento daqueles ela e Taylor com certeza já estariam na cama, por mais possesso que isso me deixe, aquele seria o último passo. A forma como se pegavam na pista condenava. Eu que queria rasgar aquele vestido sexy de seu corpo e fazê-la minha a noite inteira. Mas... esquece. Acabei de ter uma das melhores noites con uma das melhores mulheres com quais já fiquei, não iria me abalar por causa da Demi. Não mesmo.
NICK OFF
     



     Depois de assistir aquela cena quase que desmaiei. Nick estava amando fazer sexo com aquela sirigaita. Engoli o choro de ódio e a última coisa que eu ouvi foi um grito estridente de Kim. Nojentos!
- Ei, pra onde você tá indo? - Taylor indagou confuso.
- Pra casa. - falei pegando minha bolsinha que havia deixado com ele.
- Peraí, onde você estava esse tempo todo? Dei fora em duas garotas lindas por causa de você. - disse indignado.
- Sério? Tchau.
- Não quer carona? - gritou.
- Estou de carro!
- Demi! - me virei já revirando os olhos, fui surpreendida por um beijo, lento e ardente. - Isso é pra você não esquecer de mim.
      Ele deu uma piscada e sorriu para mim e eu fiz o mesmo. Em rumo a saída da boate vi Nick no balcão de bebidas se acabando com uma cerveja. Estava nos analisando e enquanto eu passei ele não tirou os olhos de mim. Ele foi rápido com a deusa... Ridículo!
      Quando entrei no carro, me lembrei das meninas. Então liguei pra Kristen.
Ligação ON
K: alô?
D: Kristen, onde você tá?
K: o quê? "Ah, pára" - ouve-se um risinho abafado seguido do sussurro.
D: é que eu queria saber se você vai embora comigo?
K: não, eu vou depois.
D: sabe onde a Sara tá?
K: não faço a mínima ideia. "Alex caramba, dá pra parar?!" - deu a bronca em sussurro. Demi riu.
D: umm... estou atrapalhando algo aí?
K: não!
D: tá... - riu - vou ligar pra Sara então. Boa festa...
Ligação OFF
      Bem... Uma já não iria mais, veremos Sara. Fiquei rindo ao saber que Alex e Kristen estavam juntos. Se merecem. Havia passado uns dez minutos que eu estava na porta e aquilo não era nada legal pois notei um cara de caminhonete atrás do meu que parecia estar querendo me seguir. Fechei meu conversível, liguei o ar e me tranquei. Era a quinta vez que eu ligava pra Sara e nada dela me antender, aliás, parecia que ela cancelava a chamada. Muito estranho. Resolvi dar a partida. Liguei a rádio e passava alguma música legal da Lady Gaga. Quando parei o carro no sinal vermelho uma caminhonete preta veio acelerada e parou na frente do meu conversível, quase batendo. Era aquele filho da puta! Sabia que tinha algo errado... Eu gelei já que a rua estava deserta. Nem esperei o sinal abrir, desviei meu carro da caminhonete a frente e parti acelerada. Ela correu atrás de mim no mesmo ritmo. Mas logo estaria no meu bairro, então me deixariam em paz. Meu telefone tocou, hesitei em atender, mas insistiu umas cinco vezes, cedi.
- Alô? - falei nervosa.
- Você de conversível preto, pára agora ou vamos dar um tiro na cabeça da sua coleguinha.
- Quem é minha coleguinha? - eu disse firme jogando verde.
- É uma tal de Sara. Loira, olhos azuis, branquinha, corpinho de modelo. Serve? - o cara do outro lado da linha falou debochado. Pude ouvir alguns gemidos de protesto.
- Tá ouvindo isso? - o canalha colocou ela na linha e tudo que ouvi foi um "Demi não faz isso!". Eu não podia. Eram três caras e eles com certeza estavam armados e alguém acabaria se prejudicando.
     Finalizei a ligação e liguei na polícia colocando no viva-voz pra evitar que ele visse que eu estava fazendo um telefonema.
- Tenente Angela, qual é a emergência?
- Estou sendo seguida por uma caminhonete preta que me deu um telefonema do celular da minha amiga e insinuando estar com ela não carro. Ameaçou atirar nela se eu não ceder a pressão. Um bairro antes do de Kingsbridge. Ajudem-me o mais rápido que puder. - falei gaguejando um pouco e sem perder a noção do caminho onde estava indo e a proximidade entre a caminhonete e meu carro.
- Qual é a placa e cor do carro senhorita? E sobre seu carro?
- Ambos são pretos. Não consigo ver a placa da caminhonete e meu carro é conversível. - eu já tinha dado umas dez voltas em alta velocidade tentando passar o tempo.
- Aguarde alguns minutos senhorita... - ela não desligou, então pude ouvi-la falar.
- Câmbio, um bairro antes do de Kingsbridge. Conversível preto sendo perseguido por caminhonete também preta. Urgente! - eu estava muito nervosa - moça, os reforços já foram alertados.
      Agradeci e esperei que ela mesma desligasse, não ia correr o risco. A caminhonete estava cada vez mais próxima. Caramba, parecia que as horas se arrastavam enquanto a polícia não chegava! Ele deu uma primeira batida pouco intensa na traseira que fez meu carro perder o controle por uns dois minutos, até eu voltar ao mesmo ritmo novamente. Meu celular tocou novamente e eu já sabia que era aquele psicopata.
- Alô?
- Não vai parar mesmo mocinha? - o assisti dar um sorrisinho maligno pelo retrovisor, aquele ato me fez sentir em um filme de terror. - A sua amiguinha já está bem cansada. Estou sendo bonzinho com você... ou pára esse carro agora ou será a próxima.
- Seu nojento! - gritei alterada desligando o telefone. Finalmente vi dois carros de polícia com a sirene ligada dirigindo aceleradamente. Dei um suspiro de alívio.
     "Pare o carro agora!", o homem ordenou com o alto-falante. O sequestrador não obedeceu fazendo com que o policial acertasse um tiro mirando em um dos pneus traseiros acertando em cheio. A caminhonete perdeu totalmente o controle e senti meu coração apertar por causa de Sara. Tudo que vi foi o carro capotando na direção do meu, tentei desviar, mas bateu com meu carro de lado, e do lado do motorista. Tudo veio a minha cabeça involuntariamente: família, amigos, faculdade... "Já era", pensei esperando a pancada, perdi todas as reações. Tudo escureceu.







-->Oi! Como vão vocês? Eu tenho demorado pra postar, né? Falta de ideia! Haha! Mas ainda hoje posto outro capítulo :)
--> Anônimo, obrigada por estar acompanhando! Não sei se você é o mesmo que comentou no capítulo IV, mas agradeço de qualquer forma! Continue comentando... pelo menos assim vou saber que tem alguém interessado na história, e vou postar sem pensar se talvez estou perdendo tempo escrevendo pra ninguém ler! Haha! Volte sempre!

     Eu e Nick estávamos deitados no imenso gramado observando o lindo céu estrelado. Ficamos conversando bobeiras e dando risadas á toa.
- Hoje a lua está cheia. - comentei.
- Não importa onde ela esteja no céu, ou onde você esteja no mundo, se levantar a mão e fechar um dos olhos a lua nunca é maior que seu polegar. - ele falou 'medindo' seu polegar com a lua e fechando um dos olhos.
- O que você tá fazendo? - perguntei rindo.
- Eu sou o John de "Dear John". - disse com um tom de superiorade. Dei risada.
- Aquele filme no qual o protagonista é o Channing Tatum?
- Hm. Acho que sim.
- Hahahahaha!
- Posso saber qual é a graça?
- Nada demais. - falei parando de rir.
- Você está achando que estou me comparando com o ator que faz o John? Eu não sou bobo Demi.
- Sim, eu estou.
- Pois saiba que você está totalmente enganada. E de qualquer forma, eu sou mais lindo, mais bacana e bem melhor que ele. - disse convencido.
- Quanta modestidade! - falei com ironia.
- Vai dizer que não é verdade?
- Sim.
- Retire o que disse ou se arrependerá. - me ameaçou rindo.
- Hm... não. O Channing muito mais lindo, mais sarado e... - soltei um suspiro - Meu sonho de consumo.
- Nossa, ótima descrição.... Mas duvido que ele te possa te fazer sentir como eu faço.
     Ergui uma sobrancelha.
- E como você me faz sentir?
- Quer mesmo que eu lhe responda? - me perguntou malicioso e com um tom ameaçador.
- Não, obrigada.
     Ele me puxou para mais perto de seu corpo e beijou-me o pescoço, rapidamente fazendo com que eu deitasse a cabeça em seu peito.
- Que horas são mesmo?
- 23:00... - disse despreocupado checando o relógio de pulso.
- Por mim eu ficava aqui até o amanhecer.
- Por que não? - Nick estava sério e perguntou-me com uma expressão miúda de alegria no olhar.
- Uai - ri - porque isso seria... estranho?
     Nick ficou pensativo em questão de segundos.
- Então vamos!
- Tudo bem...
     Quando deixamos o ambiente o céu continuava lindo: mantinha um tom azul-escuro cheio de estrelas. Na volta para casa o silêncio permanecia entre nós, aproveitávamos apenas o som do rádio que tocou as músicas "Skyfall" (Adele), "I turn to you" (Christina Aguilera) e "Making love out of nothing at all" (Air Supply), respectivamente, pelo percurso do terreno de flores do pai de Nick até minha casa.
- Pronto mocinha. Será que sua mãe vai zangar com você?
     Soltei um sorriso com a sua brincadeira e brinquei também, fingindo nervosismo:
- Ela não vai zangar, vai me matar. Olha minha idade Nicholas! Você deveria ser mais responsável.
- Desculpa criança... prometo ser menos inconsequente na próxima vez. - ele fingiu arrependimento.
     Dei-lhe um selinho de despedida, o ouvi dar a partida logo após eu entrar no condomínio.


     Cheguei na faculdade e notei uma movimentação no meu grupo no fundão, antes de ir saber o que estava acontecendo, depositei meu fichário na cadeira que costumo sentar.
- Demi! - Katy me chamou.
     Ao me juntar ao grupo me deparei com duas mulheres, uma delas tinha cabelos castanhos ondulados médios, pele um pouco parda, olhos esverdeados e atentos. A outra era dona de belas curvas, tinha olhos misteriosos e escuros, cabelos negros sedosos e lábios grossos, os garotos estavam babando nela, inclusive... Nick. Ele nem sequer pareceu notar minha presença. Fiquei magoada, mas ignorei.
- Demi, essas são as irmãs Mila e Kim. - Avril apresentou-me, ambas abriram um sorriso tímido para mim, retribuí.
- Elas são do México. Conte-nos mais!
- Ah - Kim soltou um risinho ao notar o efeito que causava nos machos ao seu redor, Nick que o diga...
- Estamos sempre acompanhadas do nosso pai e é costume a mudança dele devido ao trabalho, mas creio que é aqui que vamos ficar a partir de agora.
     Você acha isso bom, bitch? Isso é péssimo.
- Nós nascemos em Los Angeles .- Mila acrescentou.
     Os garotos pareciam mais uns adolescentes virgens próximos áquelas mulheres. Taylor e John secavam Mila, o que pareceu deixar Kristen e Katy atentas a seguinte situação e fazendo Rihanna tirar uma com a cena que assistia. Nick e Alex olhavam para a tal de Kim como se fossem leões famintos, o que me tirou do sério, óbvio. Já Andrew parecia indiferente á presença das fêmeas ali. Meu garoto! Mas isso pareceu atrair Mila, que não tirava os olhos dele. Uma vadia. Andrew é tão meu quanto Nick por não dar bola fácil pra qualquer gostosinha que ele conhece ou vê por aí. Queria tirar satisfações com Nicholas pelo descaso á minha presença, mas não ia estragar o seu pensamento pornô com aquelazinha. Não é meu namorado mesmo, então não me deve satisfação. Assim como eu a partir daquela cena que presenciei agiria de forma recíproca.


- Garotas, venham sentar conosco! - convidou Katy. Amiga, se você soubesse o quanto aquele seu ato de generosidade no momento mais indevido me tirou do sério, evitaria.
     Sentamos pela primeira vez todos juntos. É, todos. Os machos mal-acostumados ficaram feito cachorrinhos por causa das novatas. O único que não estava conosco era Andrew, que batia papo com um carinha do curso de engenharia. Provavelmente um geek.
- Como ele se chama? - perguntou Mila, curiosa, referindo-se a Andrew.
- Ah, é o Andrew. - respondi friamente antes que qualquer um do grupo o fizesse.
     Ela soltou uma risadinha.
- Ele é lindo.
- Desculpa a sinceridade, mas você não faz o tipo dele. - soltei sem pensar.
- Demi?! - Katy me repreendeu. A encarei indiferente.
- Que foi? Não disse nada demais.
- Ah, não leve essa garota a sério. Ela é uma antipática. - Taylor resmungou sem tirar os olhos de Mila. Eu e Kristen soltamos juntas um "cala a boca garoto" repreensivo para ele, que nem ligou.
- Hm... e você Kim? Tá solteira? - Alex perguntou tentando posar o conquistador.
     Ela sorriu.
- Sim...
- Como?! - Nick meio que engasgou - como pode uma mulher feito você estar solteira? Impossível, mas... bom. - concluiu olhando-na nos olhos, a mesma retribuiu.
     Eu vomitaria naquele lugar a qualquer momento, tive que tomar um pouco de ar e como Kristen entendia minha raiva, a levei junto.


     Ao chegar no banheiro, Kristen caiu na gargalhada.
- Que patada foi aquela que você deu naquela filhinha de papai?
     Ri.
- Pra mostrar pra ela que ela está mexendo com o homem errado. Ele é meu amigo e demais pra ela, nada mais justo.
- Com certeza! - Kristen parecia perder o ar a qualquer momento enquanto lavava o rosto.
- Você vai se afogar! Isso tudo é raiva?
- Responda-me você. - ela disse pegando dois papéis pra limpar o rosto.
- Não volto lá. Espero longe daquele lugar até o sinal de volta pra sala tocar.
- Igualmente.
     Ao sairmos do banheiro, Kristen me convidou para ir até sua sala para ficarmos com a Sara, que ao entrarmos lá, a vi estudando alguns cálculos estranhos que não faço nem ideia do que se tratava.
- Sara, como você não cansa? Descansa um pouco, fico preocupada contigo. - Kristen falou dando um risinho tímido.
- Ah, que nada. Sentem-se aqui.
     Ela tirou os poucos materiais que ocupavam duas cadeiras e nos sentamos.
- Você é a Demi? - perguntou-me e assenti com um sorriso - Nós mal nos falamos, né? Desculpe-me, é só timidez.
- Ah, eu te entendo completamente, também sou assim quando não conheço a pessoa.
     Ficamos um tempo conversando. Aquela foi a primeira vez que tive uma verdadeira conversa com Kristen e Sara que foi além do "oi! tudo bem?". Elas na verdade são bem legais, com certeza nos juntaríamos mais vezes. Brinde ás irmãs novatas!


     Quando a aula voltou, me sentei na cadeira atrás de Andrew. Conversamos bastante. Houve um momento em que fui conversar com a Avril e a bonitinha Mila se achou no direito de ir tirar casquinha do Andrew. Ai, queridinha, agorinha acabo com sua festa.
- Drew, anjo meu... - falei o abraçando pelas costas e dando um beijo na sua bochecha.
- Ah, oi Demi! - ele pareceu agradecer o meu interrompimento na conversa que ele estava tendo com Mila.
- Vocês dois... namoram?
- Ahn? N.. - interrompi Andrew - sim! - exclamei dando um selinho nele o fazendo arregalar os olhos de surpresa e me olhar meio que repreensivo.
     Ela ficou toda sem-graça, meio que se desculpou e caiu fora. Reparei que Nick nos observava. Ah, naquele momento ele já me conhecia. Ele não tinha uma expressão nada boa. Que bom pra ele.


     Na saída fui puxada por Nick por um lugar escondido. Ele estava alterado.
- Poderia me explicar... - passou a mão pelo rosto e respirou fundo - que porra foi aquela?!
- O quê, garoto, tá maluco? - perguntei indiferente.
     Ele apertou meu pulso o que me fez gemer de dor e resmungar.
- Demi, não se faz de desentendida. Eu posso fazer uma besteira.
- Primeiro - falei elevando o tom de voz e soltando meu braço das mãos dele - a novata gostosa não te satisfez? Segundo, nada que faço é da sua conta. Terceiro: está tudo acabado.
     Antes que eu saísse ele disse algo que foi como uma facada no peito.
- Acabou? - riu seco - Acabou o quê Demi? Não se pode acabar o que nunca se teve.
     Disse com frieza e foi embora, me deixando sozinha, perdida e sem reação.

     Ganhei esse selinho do blog Historias.





Estou repassando para:
Amizade Colorida
IT'S A NEMI STORY
Just Friends ♫
It's a love story
O que surgiu de uma amizade
Jemi One Last Breath




     Não tenho ideia de outros blogs, são só esses mesmo :|


Perguntas e Resposta
1 - Qual é o seu signo?  Libra
2 - Do que você mais gosta da sua aparência?  To be honest?  Não há nada que eu goste tanto na minha aparência, haha, seriously. Pra não "deixar a resposta em branco", eu até que gosto um pouco da cor/formato dos meus olhos e da minha sobrancelha :)
3 - Qual foi o seu maior mico?  Já passei por tantos, mas ok... Creio que um dos meus maiores micos foi quando eu estava fazendo natação e meu biquini estava mal-amarrado, então pedi pra uma amiga minha amarrar apertado, ela ao invés de amarrar logo pra evitar que caísse, fez foi desfazer o laço pra conseguir ajeitar, aí já sabe, né? Sorte que outra amiga minha estava na minha frente "dando apoio" caso a parte superior caísse. Mas mesmo assim um colega meu viu um pouco, SOS.
4 - O que te deixa com raiva?  Quando fazem piadinhas sobre Deus e distúrbios alimentares, críticas desnecessárias e também tenho muita raiva e sou totalmente contra a prática de bullying/cyberbullying! Isso é rídiculo e quem pratica simplismente não é digno de respeito. :)
5 - Qual que é sua melhor qualidade e defeito?  Ah, não há como eu definir somente uma, bem... minhas melhores qualidades são: ter compaixão e valorizar a paz/gostar de conviver com a harmonia. Já defeitos (não tem melhores, haha): indecisão, teimosia e tratar sempre com sarcasmo/indiferença, além de "dar tirada" nas pessoas que me tiram a paciência por motivos que não são da conta das mesmas.
6 - Qual o assunto predileto da sua turma?  Um assunto que envolva muitas risadas e por pura diversão.
7 - Pratica Esportes? Seu preferido?  Não.
8 - Que estilo de pessoa te chama atenção?  Misteriosas, maturas, confiantes e um pouco tímidas, do tipo que parecem ser chatas por causa do jeito, mas quando conhecemos são só pessoas bastante realistas, porém preocupadas, carinhosas, cuidadosas e simpáticas, que, de alguma forma, me passam muita segurança quando estou próxima delas e eu me apego muito a esse tipo de pessoa (o que é raro, sou muito desapegada). Ah, também me chamam atenção pessoas com estilo geek.
9 - Qual a sua música favorita? E sua banda?  Breathe me - Sia/ Nx Zero
10 - Qual é o filme de sua vida?  Titanic



3 Fatos sobre mim:
- Amo o estilo e as músicas dos anos 80, e se eu pudesse ter escolhido, teria nascido nessa época.
- Adoro ler (livros de romance e suspense são meus favoritos)
- Sou super fã do Enrique Iglesias.